“Agnus Sib – A Jornada”
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“Agnus Sib – A
Jornada” é o primeiro livro da trilogia “Agnus Sib”
O primeiro livro se passa
basicamente na planície de Greneve e na vila de Lisebe, no fictício planeta de
Carno. Nesta planície, Agnus acorda sem se lembrar de nada, nem mesmo de quem
ele é. Leia um pedaço do primeiro capítulo de “Agnus Sib – A Jornada”:
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O despertar de Agnus Brilhava alto o
segundo sol no horizonte de Greneve quando ele acordou. À medida que seus
olhos recobravam a nitidez, ele se deslumbrava com a verdejante e extensa
planície que se descortinava ao seu redor. Presumiu ser primavera – não só pelo
céu, de um belíssimo azul anil e pela agradável temperatura do local com uma
suave brisa ao tocar-lhe a face, mas também por avistar as pequenas flores de
nêsis, cujo tamanho não passava de um polegar. Caminhando até elas, ele se
esforçava para entender o que lhe tinha acontecido: “Nêsis... Como posso
me lembrar destas flores? Posso reconhecer de longe suas pétalas
arredondadas, de textura aveludada e de um vermelho tão intenso e único...
Como eu poderia saber que elas só desabrocham uma vez por ano se não me
lembro ao menos de meu nome? Nem sei nem como cheguei até aqui ou que lugar
seria este...” – pensa consigo mesmo. Neste momento, incomodado por uma forte
fisgada, leva a mão à cabeça, sentindo um enorme corte encoberto pelos seus
cabelos castanhos, soltando imediatamente um breve “Ahhhh”. “Um ferimento? Como
pôde ter acontecido?... Ahh, está doendo tanto...” – pensa novamente,
sentindo toda a agonia que este lhe causava. Ao ver os vestígios de sangue em
seus dedos e percebendo que eles se encontravam também em sua roupa ele
resolve se lavar, aproveitando a presença de um longo rio que cortava aquelas
terras. Ele se aproxima do
flúmen e se abaixa para lavar seu rosto, ficando por um longo e doloroso
momento olhando para o reflexo da face que pairava nas águas límpidas que por
ora lhe refrescava. “Quem é você?”,
pergunta a si como se pudesse obter daquela imagem a sua resposta. “Quem é você?”,
pergunta a si novamente, e se irrita consigo mesmo por nada conseguir se
recordar. “Quem sou eu?”,
pergunta a si pela terceira vez e se senta, entregando-se num sentimento de
desespero e angústia. Passa-se algum tempo
quando enfim ele resolve se levantar. Sem rumo ou direção certa, resolve
seguir o tal riacho em busca de ajuda – talvez este levasse a algum povoado nas
proximidades. Quem sabe, com alguma sorte, alguém pudesse reconhecê-lo e
ajudá-lo a recobrar sua memória. Seus pés estavam
pesados – sentia-se bem fraco. Imagina, dentre vários motivos, o grande
ferimento que sofrera a razão desta fraqueza – a perda de sangue, o tempo em
que ficara desacordado e a fome que sentia naquele momento agravavam esta
sensação. A poucos passos dali
havia uma pedra, não tão alta que não se pudesse escalá-la, mas alta o
bastante para que se pudesse ter uma boa visão das terras que o cercavam.
Esta pedra – assim como as demais que se encontravam naquela região – era
escura, quase negra, de um formato ovalado e topo reto, como se tivesse sido
cortado a mão, também se assemelhando às outras que a ladeavam, diferindo
apenas em tamanho... |
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